Está oficialmente proibida a fabricação e a venda de armas de gel no Rio de Janeiro. A medida foi sancionada e publicada nesta terça-feira (14) no Diário Oficial do Município, após aprovação pela Câmara Municipal do Rio.
A nova regra altera a Lei Municipal que já proibia a comercialização e fabricação de armas de brinquedo que imitam armas de fogo, incluindo agora um parágrafo específico sobre as chamadas “blasters de gel” — réplicas que disparam pequenas esferas de gel.
Armas de gel passam a ser ilegais no Rio de Janeiro
Com a decisão, o Rio segue o exemplo de outras cidades brasileiras, como Paulista, Caruaru, Olinda e Limoeiro, em Pernambuco, que também já baniram o uso e a venda das armas de gel.
O autor do projeto de lei, o vereador Carlo Caiado (PSD), destacou os riscos e o uso indevido desses equipamentos.
“É preciso impedir que essas cópias, que não são brinquedos, continuem sendo usadas para simular armas de verdade em assaltos. Em junho, a Receita Federal apreendeu mais de 4 mil armas de gel em uma transportadora, em Del Castilho. Essas armas podem causar acidentes graves, inclusive cegueira. O objetivo é evitar que criminosos se aproveitem dessas réplicas e também prevenir ferimentos causados por brincadeiras inconsequentes”, afirmou o parlamentar.
Risco e popularização das armas de gel entre jovens
As armas de gel se popularizaram em 2024, principalmente entre jovens, e são frequentemente vendidas como brinquedos ou réplicas realistas de armas de fogo.
Na internet, há inúmeros vídeos de “guerras de armas de gel”, que já resultaram em pessoas feridas durante as brincadeiras.
Além do perigo físico, muitos modelos imitam fuzis de uso restrito, como o AK-47, o que aumenta o risco de confusão com armamentos reais.
Segundo autoridades, há registros de criminosos utilizando armas de gel para simular assaltos, o que reforçou a necessidade da proibição.
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