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Operação Pharmakon interdita clínicas em Niterói por uso de bronzeamento artificial proibido pela Anvisa

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Uma ação coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), em parceria com a 81ª Delegacia de Polícia (Itaipu) e a Vigilância Sanitária de Niterói, resultou na interdição de duas clínicas de estética, uma no Centro e outra em Itaipu, após a identificação do uso de equipamentos de bronzeamento artificial, prática proibida no Brasil desde 2009.

A fiscalização integra a segunda fase da Operação Pharmakon e ocorre durante o Dezembro Laranja, mês de conscientização e combate ao câncer de pele. Os equipamentos são vetados pela Resolução nº 56/2009 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proíbe a fabricação, importação, comercialização e utilização de aparelhos de bronzeamento artificial com fins estéticos, devido ao risco comprovado de câncer causado pela radiação ultravioleta.

Irregularidades graves e riscos à saúde

Durante as inspeções, foram apreendidas 52 lâmpadas de radiação ultravioleta (UV) e identificadas irregularidades sanitárias graves, como armazenamento e uso de produtos vencidos, falta de controle sobre substâncias utilizadas e exposição inadequada dos usuários à radiação UV. As proprietárias das clínicas foram notificadas e conduzidas à 81ª DP (Itaipu) para prestar esclarecimentos.

Segundo os órgãos envolvidos, essas práticas representam risco direto à saúde da população, podendo causar lesões cutâneas, queimaduras e, a longo prazo, aumento da probabilidade de câncer de pele.

“O uso de equipamentos proibidos e produtos fora do prazo coloca em risco a vida das pessoas. A Operação Pharmakon reforça que fiscalização também é prevenção e cuidado com a saúde coletiva”, afirmou o secretário do GGIM, Felipe Ordacgy.

Dezembro Laranja e prevenção ao câncer de pele

O Dezembro Laranja é uma campanha nacional voltada à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de pele, o tipo de câncer mais comum no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pele não melanoma representa cerca de 30% de todos os tumores malignos do país, com mais de 176 mil novos casos por ano. Já o melanoma, forma mais agressiva da doença, registra cerca de 8 mil novos casos anuais.

Quando diagnosticado precocemente, o câncer de pele tem mais de 90% de chance de cura. Especialistas alertam para a importância de evitar exposição solar excessiva e radiações artificiais, além de buscar avaliação médica diante de sinais suspeitos na pele.

Situação no Rio de Janeiro

No Estado do Rio de Janeiro, são estimados mais de 21 mil novos casos anuais de câncer de pele não melanoma, além de cerca de 540 novos casos de melanoma por ano. Em 2018, o estado registrou 173 mortes causadas por câncer de pele não melanoma, reforçando a necessidade contínua de ações educativas, fiscalização sanitária e prevenção, especialmente em regiões litorâneas.

A Operação Pharmakon segue como parte das estratégias do município para coibir práticas ilegais, proteger a saúde pública e reforçar a conscientização sobre os riscos da exposição à radiação ultravioleta.

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