O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (03) que os EUA realizaram um ataque em larga escala contra a Venezuela, com ações aéreas e terrestres em Caracas e outras cidades. Em publicação nas redes sociais, ele declarou que a operação foi “bem-sucedida” e que o presidente venezuelano Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores teriam sido capturados e retirados do país. A Casa Branca confirmou bombardeios aéreos, e Trump anunciou coletiva às 11h, em Mar-a-Lago.
O governo venezuelano reagiu. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, classificou a ação como “vil e covarde” e pediu apoio internacional. A vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu provas de vida de Maduro e de Cilia Flores, denunciou mortes de civis e informou que a defesa nacional foi acionada. Segundo autoridades locais e a imprensa, houve explosões em Caracas, apagão em áreas próximas a base militar, incêndio no porto de La Guaira e restrições ao espaço aéreo. A Colômbia pediu reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.


Governo Brasileiro convoca reunião
O governo brasileiro realizará uma reunião na manhã deste sábado, no Palácio Itamaraty, em Brasília, para tratar do tema. Até o momento, não há declaração oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem do Palácio do Planalto. Ainda não foi confirmada a lista de ministros que participarão do encontro.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está de férias até 6 de janeiro, e a pasta é coordenada interinamente pela secretária-executiva Maria Laura da Rocha. O presidente Lula está fora de Brasília neste fim de ano e permanece, ao lado da primeira-dama Janja da Silva, na base militar da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro.

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