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Império, Estácio e Porto da Pedra apresentam alto nível mas acidente marca 2º dia de desfiles da Série Ouro

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O segundo dia de desfiles da Série Ouro do carnaval carioca terminou neste sábado (14) com apresentações marcantes na Marquês de Sapucaí. Império Serrano, Estácio de Sá e Unidos do Porto da Pedra foram os principais destaques da noite. Já a União de Maricá teve o desfile ofuscado por um grave acidente: a última alegoria imprensou três pessoas, deixando um funcionário da escola com fratura grave.

Ao todo, 15 agremiações disputam a única vaga no Grupo Especial de 2027. Apenas a campeã sobe; duas escolas serão rebaixadas para a Série Prata, com desfiles na Intendente Magalhães.

Na sexta-feira (13), sete escolas abriram a disputa. Unidos de Padre Miguel, União da Ilha do Governador e Inocentes de Belford Roxo se destacaram na primeira noite.

A seguir, o resumo das apresentações deste sábado:

Botafogo Samba Clube

A agremiação do Catumbi levou à Avenida o enredo “O Brasil que floresce em arte”, celebrando o paisagista Roberto Burle Marx. Fugindo do tradicional preto e branco, os carnavalescos apostaram em um desfile vibrante e colorido, com fantasias leves e bem-acabadas.

Um dos destaques foi a ala com regadores cenográficos. As crianças desfilaram vestidas de joaninhas alvinegras. A rainha Wenny recebeu o carinho da irmã, a cantora Lexa.

Foto: João Salles/Riotur

Em Cima da Hora

Com o enredo “Salve todas as Marias – laroyê, Pombagiras!”, a escola de Cavalcanti exaltou entidades ligadas à liberdade e resistência. Alegorias grandiosas representaram manifestações das Pombagiras, enquanto o último carro denunciou a intolerância religiosa.

A bateria de Léo Capoeira mesclou paradinhas com pontos de religiões afro-brasileiras. A escola precisou acelerar o passo para concluir o desfile dentro do tempo regulamentar.

Foto: João Salles/Riotur

Arranco do Engenho de Dentro

Em “A gargalhada é o Xamego da vida!”, a escola contou a história da palhaça Xamego, vivida por Maria Eliza Alves dos Reis, que enfrentou o preconceito em uma época em que mulheres não podiam atuar como palhaças.

Com forte estética circense, o desfile foi leve e alegre. A mestra de bateria Laísa, filha de Laíla, fez história ao comandar os ritmistas.

Foto: Luiza Monteiro/Riotur

Império Serrano

A verde e branca da Serrinha homenageou em vida a escritora Conceição Evaristo, criadora do conceito de “escrevivências” e referência da literatura negra brasileira.

Com predominância de dourado e tons terrosos, a escola apresentou a trajetória da autora, que desfilou no abre-alas e cantou o samba ao longo do percurso. O hino ganhou força no verso “A gente combinamos de não morrer”. Ao fim, Conceição definiu a apresentação como uma “aula pública”. A escola acelerou nos minutos finais para não ultrapassar o tempo.

Foto: Lucas Victorio/Riotur

Estácio de Sá

A vermelha e branca apresentou “Tatá Tancredo: O papa negro no terreiro do Estácio”, sobre a vida de Tancredo da Silva Pinto, figura marcante do samba e da umbanda.

O samba-enredo foi um dos mais elogiados da noite. A bateria desfilou fantasiada de papa, enquanto as baianas representaram o calçadão de Copacabana. O abre-alas homenageou o bloco “Deixa Falar”, fundado por Tatá. No encerramento, os holofotes da Sapucaí foram apagados como efeito cênico. Apesar da correria final, a escola concluiu dentro do tempo.

Foto: Tata Barreto/Riotur

União de Maricá

O enredo “Berenguendéns e balangandãs” celebrava as joias-amuletos das mulheres negras, com luxo e brilho nas alegorias. No entanto, um acidente no último carro comprometeu a apresentação.

A alegoria imprensou três pessoas após problemas na evolução. Um funcionário da escola sofreu fratura grave. O carro atravessou a Avenida com as luzes apagadas, quando o previsto era um efeito iluminado.

Foto: Alex Ferro/Riotur

Unidos do Porto da Pedra

Com “Das mais antigas da vida, o doce e amargo beijo da noite”, o Tigre de São Gonçalo abordou a realidade das profissionais do sexo, resgatando um antigo projeto do carnavalesco Mauro Quintaes, sem estereótipos.

A narrativa transitou entre o sagrado e o profano. Mestre Pablo surpreendeu ao surgir fantasiado de tigresa. As baianas representaram a cortesã francesa Madame de Pompadour, amante de Luís XV.

Foto: Alex Ferro/Riotur

Unidos da Ponte

Com “Tamborzão – O Rio é baile! O poder é black!”, a escola de São João de Meriti exaltou as raízes negras e periféricas do Rio, celebrando o funk como expressão cultural.

Ícones do gênero marcaram presença, como DJ Marlboro e Stevie B. A narrativa incluiu referências à história da música, com alegorias de CDs e vinis, além de representações da cultura da laje.

Foto: Alexandre Macieira / Riotur

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