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Mpox: saiba identificar os sintomas, como ocorre a transmissão e a situação da doença no Brasil

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Você conhece alguém que apresentou cansaço intenso, febre, calafrios, dor de cabeça, dores no corpo, ínguas ou feridas e bolhas na pele? Esses sinais podem indicar mpox, uma doença viral transmitida de pessoa para pessoa. O alerta é importante: qualquer pessoa pode apresentar os sintomas.

Diante da suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e evitar contato próximo com outras pessoas. O diagnóstico é feito por exame laboratorial e permite o acompanhamento adequado do caso.

Situação da mpox no Brasil

Até 30 de janeiro de 2024, o Brasil registrou 57.333 notificações de mpox. Desse total, 11.212 casos foram confirmados, o que representa 19,6% das notificações, e 425 foram classificados como prováveis.

O estado de São Paulo concentra o maior número de casos confirmados, com 4.356 registros, seguido do Rio de Janeiro, com 1.610 casos. No período analisado, foram confirmados 16 óbitos relacionados à doença no país. O Rio de Janeiro lidera em número de mortes, seguido por Minas Gerais e São Paulo.

A média de idade das pessoas infectadas é de 31 anos, com predominância entre homens. Apesar da necessidade de vigilância contínua, o cenário atual não caracteriza um surto nacional. O foco das autoridades de saúde é interromper a transmissão, especialmente entre grupos com maior risco de exposição.

Como ocorre a transmissão

A mpox é transmitida principalmente por contato direto com secreções infectadas das vias respiratórias, feridas ou bolhas na pele da pessoa contaminada. Beijos, abraços e relações sexuais podem facilitar a transmissão.

O contágio também pode ocorrer pelo compartilhamento de objetos recentemente contaminados, como roupas, toalhas, lençóis e utensílios de uso pessoal.

Em caso de sintomas, é fundamental procurar atendimento médico, realizar os exames indicados e iniciar o isolamento imediato até o desaparecimento completo das lesões.

Tratamento e cuidados

Não existe tratamento específico para a mpox. A assistência médica é voltada para o alívio dos sintomas, controle da dor e prevenção de complicações a longo prazo.

É importante ficar atento à piora do quadro clínico, aumento do número de bolhas ou feridas e sinais de comprometimento ocular, como inchaço ou conjuntivite. Qualquer agravamento deve ser comunicado à equipe de saúde.

Combate à desinformação

Não é verdadeira a informação de que a mpox seja efeito colateral de vacinas contra a covid-19. A doença é causada por um vírus específico e não tem qualquer relação com imunizantes.

Vacinas são seguras, passam por rigorosos testes e são fundamentais para prevenir doenças. A população não corre risco de contrair mpox por meio da vacinação.

Por que o nome mudou para mpox

A doença ficou conhecida popularmente como varíola do macaco, mas esse nome gerou desinformação. Não há participação de macacos na transmissão da doença para seres humanos. Todos os casos identificados até hoje ocorreram por transmissão entre pessoas.

Em 2022, a Organização Mundial da Saúde adotou oficialmente o termo mpox, após consultas técnicas e contribuições de especialistas e países. A mudança também buscou evitar estigmas e episódios de violência contra animais, que chegaram a ser registrados em algumas regiões.

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