Em uma ação coordenada entre as polícias Civil e Federal, o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, foi preso na manhã desta quinta-feira (26), na Região dos Lagos. O alvo principal da Operação Libertatis II — deflagrada originalmente em março de 2025 — foi capturado em uma residência de luxo em Cabo Frio (RJ). A ação contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF).
A prisão é considerada um golpe estratégico na estrutura do crime organizado fluminense. Segundo as investigações conduzidas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-RJ), Adilsinho é o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado. Além do domínio do mercado ilegal, ele é acusado de integrar a cúpula do jogo do bicho e de ser o mandante de diversos homicídios, figurando como foragido da Justiça Estadual há quase duas décadas.

Inteligência e Cerco Aeropolicial
A captura foi resultado de um intenso trabalho de inteligência que rastreou o paradeiro do contraventor, que possuía mandados de prisão em aberto expedidos tanto pela Justiça Federal quanto pela Estadual. A operação desta manhã contou com o apoio decisivo do Serviço Aeropolicial (SAER), que deu cobertura aérea para evitar qualquer tentativa de fuga.
O Império do Crime
De acordo com a Polícia Federal, a organização liderada por Adilsinho possui caráter transnacional e opera sob um regime de “máfia”, utilizando violência e imposição de medo para dominar territórios e monopolizar a venda de cigarros ilegais.
“A ação visa desmantelar uma organização criminosa armada que lucra com a exploração de regiões inteiras, subjugando a economia local e a segurança pública”, informou a Ficco em nota oficial.
O preso foi encaminhado à sede da Polícia Federal, no Centro do Rio, onde prestará depoimento antes de ser transferido para o sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
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