As chuvas registradas em Nova Iguaçu em fevereiro de 2026 estão entre as mais intensas já observadas no município em mais de um século. Levantamento com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) aponta que três estações locais ficaram entre os dez maiores volumes já registrados para o mês.
Adrianópolis acumulou 662,4 milímetros, a quarta maior marca da série histórica. Ponto Chic registrou 517,5 milímetros e Miguel Couto, 515,27 milímetros — oitava e nona posições, respectivamente. O recorde segue com Tinguá, que marcou 801,5 milímetros em fevereiro de 1988.
Especialistas alertam que eventos extremos tendem a se tornar mais frequentes. Segundo o subsecretário municipal de Desenvolvimento e Mudanças Climáticas, Edgar Martins, volumes que antes variavam entre 50 e 60 milímetros agora superam 100 milímetros em curto período, cenário associado ao aquecimento do Atlântico Sul e à atuação da Zona de Convergência do Atlântico Sul.
Após a desativação da estação de Tinguá, Nova Iguaçu ficou sem monitoramento oficial do INMET por anos. Desde 2011, o acompanhamento das chuvas é feito principalmente pelo CEMADEN, com dados usados para alertas e ações da Defesa Civil.
O post Chuvas de fevereiro colocam 2026 entre os anos mais chuvosos da história de Nova Iguaçu apareceu primeiro em ErreJota Notícias.


