O governador Cláudio Castro anunciou sua renúncia ao comando do Executivo fluminense nesta segunda-feira (23). O comunicado foi feito a aliados no Palácio da Guanabara, antecipando o prazo de desincompatibilização de abril. Castro confirmou sua pré-candidatura ao Senado.
A renúncia foi precedida por uma série de decisões administrativas e políticas. Entre elas, a que mais chama atenção, é a que redesenha o funcionamento do governo estadual e influenciam diretamente o tabuleiro eleitoral do Rio de Janeiro. Pouco antes de deixar o cargo, o Executivo publicou uma edição extra do Diário Oficial com decretos e sanções considerados estratégicos por aliados e opositores.
Entre os atos finais está a ampliação das atribuições do secretário da Casa Civil, que passa a ter competência para nomear e exonerar cargos comissionados na administração direta, autarquias e fundações. A medida foi tomada para desonerar o governador interino, desembargador Ricardo Couto, de eventual pressão política. O presidente do TJ já avisou que só vai assinar atos estritamente fundamentais, considerados indelegáveis.
A mudança reforça o peso político da pasta no momento em que a Assembleia Legislativa se prepara para eleger um governador-tampão. Com a renúncia e a ausência de vice, abre-se o caminho para uma eleição indireta na Alerj em até 30 dias.
O futuro governador-tampão ficará responsável por concluir o mandato até dezembro, o que transforma a escolha em peça central da estratégia dos principais grupos políticos. Além da disputa pelo Executivo, há possibilidade de outras votações relevantes no Legislativo, como a eventual eleição de um novo presidente da Casa e a indicação para vaga no Tribunal de Contas do Estado.
Esse conjunto de movimentos reforça a percepção de que abril será decisivo para a reorganização das forças políticas no Rio.
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