O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora no quadro de saúde nos últimos dias, segundo relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (08). De acordo com os médicos, ele teve episódios intensos e prolongados de soluços, além de alterações na pressão arterial nas últimas 48 horas.
O documento informa que a equipe médica precisou ajustar a terapia utilizada e aumentar as medicações administradas ao ex-presidente. Segundo os profissionais responsáveis pelo acompanhamento clínico, Bolsonaro apresentou apenas resposta parcial ao tratamento até o momento.
Os médicos destacaram que o quadro exige monitoramento constante por causa do histórico respiratório do ex-presidente. Em março deste ano, Bolsonaro ficou internado por duas semanas em Brasília após desenvolver pneumonia associada a crises severas de soluço. Na ocasião, ele foi diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral causada por broncoaspiração, quando líquidos do estômago atingem as vias respiratórias e provocam infecção pulmonar.
Naquele período, boletins médicos relataram febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio. O estado de saúde levou o ministro Alexandre de Moraes a conceder prisão domiciliar humanitária por 90 dias para recuperação da broncopneumonia.
Além dos problemas respiratórios, Bolsonaro passou recentemente por cirurgia no ombro direito após apresentar dores persistentes. O procedimento foi autorizado pelo STF e realizado após recomendação médica. Ele recebeu alta hospitalar na última segunda-feira (04) e retornou à prisão domiciliar.
O relatório também informa que o ex-presidente iniciou sessões leves e progressivas de fisioterapia motora. A equipe médica segue acompanhando a recuperação ortopédica e o controle das alterações clínicas registradas nos últimos dias.
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