Maricá recebeu novos reconhecimentos oficiais do Estado do Rio de Janeiro. As Leis nº 11.223 e nº 11.224, sancionadas nesta quarta-feira (10/06) pelo governador em exercício, Ricardo Couto, declaram o município como Capital Estadual da Moeda Social Eletrônica e da Pesca Artesanal. Os dois projetos são de autoria do deputado estadual Renato Machado.
Os títulos reforçam dimensões estratégicas da cidade: a consolidação da Moeda Social Mumbuca como referência nacional em transferência de renda e fortalecimento do comércio local; e o reconhecimento da pesca artesanal como atividade histórica, produtiva, cultural e identitária de Maricá.
Criada como instrumento de desenvolvimento territorial, a Mumbuca tornou-se uma das principais políticas públicas de Maricá, com impacto direto sobre as famílias e sobre a economia local. Ao manter os recursos circulando na cidade, a moeda fortalece o comércio de bairro, estimula a economia popular e amplia o acesso da população a meios digitais de pagamento.
“Esse reconhecimento confirma a força da Mumbuca como política pública de desenvolvimento. Ela movimenta a economia de Maricá, fortalece os beneficiários, impulsiona os comerciantes locais e faz o recurso circular dentro da própria cidade”, afirmou Matheus Gaúcho, secretário de Economia Solidária e Empreendedorismo Social.
O reconhecimento de Maricá como Capital da Pesca Artesanal também destaca uma atividade tradicional do município, presente em diferentes comunidades e diretamente ligada à história, à cultura e à economia locais.
A Prefeitura tem atuado para fortalecer o setor por meio de políticas de apoio aos pescadores, valorização da produção local, qualificação da atividade e integração com ações de desenvolvimento econômico, turismo, segurança alimentar e economia azul. O novo título estadual amplia a visibilidade da pesca artesanal maricaense e reforça a importância da atividade para a memória e o futuro da cidade.
“Maricá é uma cidade singular, com um sistema lagunar formado por lagoas, canais e manguezais que sustentam a pesca artesanal até hoje. Espécies como tainha, robalo, siri, camarão, corvina e piraúna fazem parte dessa riqueza natural e da vida dos nossos pescadores. Esse título é motivo de orgulho; é cultura, memória, sustento e identidade para comunidades como Zacarias, Barra de Maricá, São José, Boqueirão, Ponta Negra e tantas outras”, comemorou o secretário de Pesca, Xandi de Bambuí.
As leis entram em vigor após a publicação no Diário Oficial e passam a integrar o conjunto de reconhecimentos oficiais de Maricá no Estado do Rio de Janeiro.
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