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Ídolo do Vasco e herói do tri, Brito morre no dia da abertura da Copa de 2026

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O futebol brasileiro perdeu um de seus grandes nomes. O ex-zagueiro Brito, titular da histórica Seleção Brasileira tricampeã mundial em 1970, morreu na noite desta quinta-feira (11), aos 86 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada oficialmente pelos familiares do ex-atleta por meio das redes sociais.

Brito estava internado desde o dia 14 de maio no Hospital Casa Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde tratava complicações decorrentes de um quadro severo de pneumonia.

A morte do ex-defensor ocorreu em uma data carregada de simbolismo para o futebol brasileiro. O falecimento aconteceu justamente no dia da abertura da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Horas antes, o Estádio Azteca, na Cidade do México, palco onde Brito ajudou a Seleção Brasileira a conquistar o tricampeonato em 1970, recebeu a partida inaugural do torneio.

Nascido como Hércules de Miranda Ruas, Brito construiu uma trajetória marcada pela regularidade, liderança e espírito competitivo. Na campanha do título mundial de 1970, formou a sólida dupla de zaga com Piazza e esteve em campo durante todos os minutos das seis partidas disputadas pelo Brasil, sem ser substituído uma única vez. Naquele elenco considerado por muitos como o maior da história das Copas, também foi reconhecido pelo excepcional preparo físico, sendo apontado como o atleta mais bem condicionado do grupo.

Ídolo do Vasco da Gama, clube que o revelou para o futebol, Brito disputou 405 partidas oficiais com a camisa cruz-maltina e marcou 11 gols. Ao longo de sua vitoriosa carreira, também defendeu equipes tradicionais do futebol brasileiro, como Flamengo, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Internacional e Athletico Paranaense.

A notícia de sua morte mobilizou manifestações de pesar em todo o país. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF), além de diversos clubes pelos quais passou, divulgaram notas oficiais destacando a importância de Brito para a história do esporte nacional e prestando homenagens ao eterno camisa 3.

Com sua partida, o futebol brasileiro se despede de um dos remanescentes da geração que encantou o mundo em 1970. Brito deixa um legado de dedicação, raça e conquistas que permanecerá vivo na memória dos torcedores e na história das Copas do Mundo.

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