A Polícia Civil do Rio de Janeiro criou o Núcleo de Apoio às Investigações com Ativos Virtuais (Nucripto), uma unidade especializada que vai auxiliar delegacias na apuração de crimes financeiros envolvendo criptomoedas e outros ativos digitais.
Vinculado ao Departamento-Geral de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, o núcleo terá a missão de oferecer suporte técnico e especializado em investigações relacionadas à lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e movimentação de recursos ilícitos por meio de plataformas digitais.
A criação da unidade ocorre em meio ao aumento do uso de criptomoedas por organizações criminosas. Recentes operações da Polícia Civil identificaram fazendas clandestinas de mineração de criptomoedas em comunidades da capital e da Baixada Fluminense, abastecidas por ligações ilegais de energia elétrica.
Embora a mineração de criptomoedas seja uma atividade legal, as autoridades alertam que grupos criminosos têm utilizado a tecnologia para ampliar receitas e dificultar o rastreamento de recursos obtidos por meio de atividades ilícitas.
Segundo a delegada Camila Pegorim, responsável pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática, as forças de segurança têm registrado um crescimento desse tipo de prática no estado.
Com a criação do Nucripto, a expectativa é fortalecer o combate aos crimes financeiros digitais e ampliar a capacidade de rastrear recursos utilizados por facções e organizações criminosas.
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