O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou, na manhã desta quinta-feira (09), a Operação Ouroboros para investigar um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), órgão ligado ao Governo do Estado. Segundo as investigações, contratos suspeitos que somam cerca de R$ 86 milhões teriam sido firmados desde 2022.
Até o momento, cinco pessoas foram presas, entre elas o presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, o Didê. Já Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do instituto, é considerado foragido.
Ao todo, a Justiça expediu seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão. Os investigados respondem por crimes como organização criminosa, corrupção, fraude em licitação e lavagem de dinheiro.
De acordo com o MPRJ, o esquema envolvia licitações direcionadas para beneficiar empresas contratadas pelo instituto. As investigações apontam que parte dos recursos teria sido desviada por meio de contratos e subcontratos considerados irregulares.
O Ministério Público também apura a realização de aditivos que aumentaram significativamente os valores dos contratos. Em um dos casos, o acréscimo chegou a R$ 58 milhões.
Criado em 2018, o Instituto Rio Metrópole é responsável pelo planejamento e desenvolvimento integrado da Região Metropolitana do Rio. As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e o destino dos recursos públicos que podem ter sido desviados.
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