A cantora e sambista Débora Cruz morreu nesta terça-feira (21), aos 45 anos, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Reconhecida por sua trajetória no samba e no Carnaval carioca, a artista deixa um legado construído ao longo de mais de duas décadas na música.
Nascida em 1981, Débora era filha do compositor Acyr Marques, autor de sucessos como Insensato Destino, e sobrinha do cantor e compositor Arlindo Cruz, um dos maiores nomes do samba brasileiro.
O contato com a música começou ainda na infância, quando cantava e tocava teclado na igreja evangélica. Mais tarde, decidiu seguir carreira no samba e ganhou projeção em 2002 ao vencer o Festival Fábrica do Samba com a canção Sambista de Fato, apresentada no Maracanãzinho.
Ao longo da carreira, integrou a ala musical de tradicionais escolas de samba, como Arranco de Cascadura, Estácio de Sá e Mocidade Independente de Padre Miguel. Desde 2024, fazia parte da equipe musical da Unidos do Viradouro.
Além das apresentações nos palcos e na avenida, Débora também se destacou como backing vocal, participando de gravações de artistas como Xande de Pilares, Reinaldo e do próprio Arlindo Cruz.
A morte da sambista provocou comoção no meio artístico, com homenagens de escolas de samba, músicos e admiradores nas redes sociais.
Velório
A cerimônia de despedida foi marcada para esta quarta-feira (22), no Crematório São Francisco Xavier, no Cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
O velório tinha previsão de início às 13h10 e encerramento às 14h, conforme informado pelos canais oficiais da artista.

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