A Prefeitura de Maricá realiza uma operação especial de limpeza e remoção da vegetação acumulada nas margens da Lagoa de Araçatiba. A ação, coordenada pela Autarquia de Serviços de Obras de Maricá (Somar) e pela Secretaria de Pesca, tem como objetivo acelerar a decomposição da matéria orgânica e minimizar o forte odor registrado em trechos do sistema lagunar da região, provocado por um fenômeno natural recorrente nesta época do ano.
O mau cheiro é causado pelo acúmulo e pela decomposição do capim Peteque e do capim Roseta, espécies vegetais nativas da lagoa. O fenômeno ocorre devido à combinação da redução do nível da água no sistema lagunar — influenciada pelo período de mar calmo — com a ação dos ventos, que arrastam a vegetação desprendida até a orla.
Apesar do desconforto causado pelo odor durante o processo de decomposição, a presença dessas espécies é fundamental para o equilíbrio ambiental da lagoa. O secretário de Pesca, Xandi de Bambuí, destacou que esse capim desempenha um papel essencial na preservação do ecossistema.
“O capim funciona como um defeso natural da lagoa, protegendo principalmente as tilápias durante o período de desova, que se estende por aproximadamente três meses”, afirmou.
A Somar é responsável pelo apoio operacional, disponibilizando equipes e maquinário para a retirada do material orgânico acumulado na lagoa.
“Todo o trabalho é realizado em parceria com a Secretaria de Pesca, que acompanha a operação de perto. O material retirado permanece temporariamente às margens da lagoa para desidratação, permitindo um transporte seguro e eficiente”, explicou o presidente da autarquia, Arlen Pereira, acrescentando que a ação contribui para acelerar a decomposição natural da vegetação, sem causar impactos à fauna local, mantendo o espaço público cada vez mais limpo, preservado e agradável para todos.
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