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Estaleiro de São Gonçalo é incorporado pela OceanPact em operação de R$ 119 milhões

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A OceanPact concluiu, em 31 de agosto, a aquisição de 100% do capital social do Estaleiro Dock Brasil, localizado em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Com a conclusão das etapas societárias e legais, o estaleiro passa oficialmente a integrar o grupo.

O negócio teve preço-base de aproximadamente R$ 119 milhões e foi realizado por meio da subsidiária integral Estaleiro Farol de São Tomé Ltda.

Com cerca de 340 colaboradores, a Dock Brasil está instalada em uma área estratégica da Baía de Guanabara e atende principalmente ao setor de óleo e gás e embarcações que operam nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo.

O estaleiro possui um dique flutuante de 99 metros de comprimento, com capacidade de içamento de até 5.800 toneladas, além de três posições de docagem em terra para embarcações de até 3 mil toneladas.

Com a aquisição, a Dock Brasil passa a ser uma subsidiária da OceanPact e será comandada por Carlos Boeckh, fundador do estaleiro, que assume a função de diretor-geral.

Segundo a OceanPact, a unidade continuará atendendo ao mercado de forma ampla, além de ampliar a capacidade de manutenção, reparo e docagem da frota da companhia e de outras empresas de navegação.

“Temos uma relação de longa data com a Dock Brasil. Agora, ela passa a integrar a OceanPact, mantendo sua vocação como estaleiro de reparos e ampliando nossa capacidade de atendimento ao mercado”, afirmou Flavio Andrade, presidente da OceanPact.

Carlos Boeckh destacou que a aquisição representa uma nova etapa de expansão para o estaleiro. “Nossa principal mensagem é a de continuidade e fortalecimento. Esta aquisição permite a ampliação dos negócios, mais investimentos e maior capacidade de aproveitamento de oportunidades no setor naval”, afirmou.

Segundo o diretor-geral, as operações de docagem e reparos continuarão normalmente após a mudança de controle.

Reprodução

OceanPact e CBO: fusão avança após aval do Cade

A combinação de negócios entre OceanPact e CBO recebeu o aval definitivo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e entra agora na etapa final de integração. A operação prevê a incorporação das ações da CBO pela OceanPact e cria uma das maiores empresas brasileiras de serviços marítimos e offshore.

A Petrobras foi admitida pelo Cade como terceira interessada no processo e apresentou preocupações sobre os possíveis efeitos concorrenciais da operação, especialmente diante da concentração das empresas em determinados segmentos de serviços e embarcações de apoio offshore.

Durante a análise, OceanPact e CBO argumentaram que a posição da Petrobras como uma das principais contratantes do setor reduz a possibilidade de exercício de poder de mercado pela companhia resultante. As empresas afirmaram ainda que a estatal define especificações técnicas, critérios de habilitação, volumes e condições dos contratos em seus processos de contratação.

Após a análise, o Cade aprovou a operação sem exigir desinvestimentos ou outras restrições, permitindo o avanço para a etapa de fechamento e integração das empresas.

CBO WAVE/ Reprodução site da CBO

Cronograma da operação

16 de setembro de 2026: fechamento da combinação de negócios e efetivação da incorporação das ações da CBO pela OceanPact.
17 de setembro: início da negociação das novas ações da OceanPact na B3.
21 de setembro: previsão de crédito das novas ações nas contas dos investidores.

Como ficará a empresa

A OceanPact emitirá 274,55 milhões de novas ações ordinárias. Na relação de troca, os acionistas da CBO receberão 1,9805 ação da OceanPact para cada ação da CBO.

Após a operação, os atuais acionistas da CBO terão aproximadamente 57,86% da companhia combinada, enquanto os acionistas da OceanPact ficarão com 42,14%.

A empresa resultante está estimada em cerca de R$ 4,5 bilhões em valor de mercado.

Frota e presença no mercado

A união das operações reunirá aproximadamente 70 embarcações, incluindo PSVs e OSRVs, AHTS e embarcações de suporte para operações submarinas.

A companhia combinada terá receita bruta anual estimada em mais de R$ 4 bilhões e uma carteira de contratos (backlog) de aproximadamente R$ 14 bilhões.

Com a integração, a empresa passa a ocupar posição de destaque no mercado brasileiro e internacional de serviços marítimos voltados principalmente à indústria de óleo e gás.

As companhias também projetam ganhos de eficiência e sinergias com a integração das operações.

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