Agentes da Defesa Civil Municipal liberam duas pessoas por vez a entrar em suas lojas
Sem prazos para retornar às atividades, lojistas do Centro Comercial Icaraí, o Shopping das Galinhas, já estão no prejuízo – após parte da fachada desabar, no último fim de semana. Não houve feridos no incidente.
De portas fechadas, na manhã desta segunda-feira (8), eram autorizados apenas os acessos de dois lojistas, por vez, para buscar os itens deixados. O local não está funcionando.
Cerca de 50 comerciantes compareceram ao local do desabamento, na Rua Engenheiro Guilherme Greenhalgh, para recolher seus pertences e questionar às autoridades sobre prazos de retorno e a liberação do empreendimento.
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Pedro Araújo, que é proprietário de dois salões de beleza, conversou com o ENFOCO sobre as dificuldades que está passando, e disse que o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ) e Defesa Civil Municipal estão acompanhando as atividades no local.
“As famílias precisam trabalhar, isso aqui é o sustento de muitos. Eu tenho duas lojas e estamos sendo atendidos ‘mal e porcamente’, fora que não deram nenhum prazo pra gente voltar a trabalhar”, indignou-se o comerciante.
Denúncia
Ainda de acordo com Pedro, antes do desabamento de parte da estrutura, praticamente todos os dias era possível ouvir sons de britadeiras e outros equipamentos de obra, mesmo após às 17h.
“Não havia placas, atas ou nenhum outro comunicado fazendo referência a realização da obra”, revelou. Outros comerciantes locais relataram que a reforma seria de uma academia.
O síndico e o advogado do Centro Comercial, procurados pelo ENFOCO, ainda não retornaram as ligações e mensagens até a publicação desta matéria.
O que diz o Centro Comercial
Por meio de nota, a administração do Centro Comercial Icaraí informa que o desabamento teve origem dentro da obra em curso do 3º Andar, que é uma propriedade privada e pertence a um único proprietário.
“Estamos entrando em contato com os engenheiros civis responsáveis pela obra de acordo com o ART emitido e com o proprietário do 3º Andar para averiguar as causas”, diz o advogado Matheus Aded Mattos.
Ainda conforme o representante do shopping, “o condomínio está em dia com todas as obras de conservação. No momento, encontra-se interditado devido estruturas de concreto e ferro estarem penduradas na fachada podendo cair e atingir os transeuntes”, continuou explicando.
A administração afirma que já entrou em contato com a Defesa Civil, que determinou a retirada imediata das estruturas, que está sendo providenciada para desinterditar o local.
Procurada, a Defesa Civil Municipal ainda não deu atualizações sobre os trabalhos.


