Alan Rodrigues, de 22 anos, morreu após cair da moto e colidir de frente com um poste
O taxista Eduardo Henry Nogueira Gripp foi indiciado pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual, após a conclusão do inquérito que apura a morte do motoboy Alan Rodrigues Sales, de 22 anos. A informação foi divulgada nesta terça-feira (9).
Gripp dirigia o táxi que se chocou contra Alan, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, no dia 31 de maio. O relatório da investigação da 20ª DP (Vila Isabel) foi enviado para o Ministério Público.
De acordo com a Polícia Civil, no decorrer da investigação, foram analisadas imagens, produzidos laudos periciais de alta complexidade, realizadas dezenas de diligências e colhidos testemunhos. Diante desses elementos, a autoridade policial entendeu que o motorista assumiu o risco de matar Alan.
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Em depoimento à polícia, o taxista afirmou que Alan bateu no retrovisor de seu carro. Por conta disso, uma confusão teria começado e Eduardo começou a perseguir o motoboy.
Ainda durante seu depoimento, ele afirmou que Alan ficou reduzindo a velocidade constantemente, e depois acelerou novamente, mas quando tentou frear acabou colidindo com a moto. Por fim, o taxista relatou que fugiu do local pois ficou nervoso e com medo.
Após a colisão, Alan caiu da moto, bateu em um poste e acabou falecendo. Imagens de câmeras de segurança e até mesmo de dentro do táxi mostram o momento da colisão e a fuga de Eduardo.
Amigos e familiares de Alan fizeram uma homenagem ao motoboy no local onde morreu. Na ocasião, foi pintado uma imagem do seu rosto na Rua Teodoro da Silva.


