Populares se revoltaram com a ação dos agentes
Reprodução / Rede Social
Uma vendedora de balas foi violentamente abordada no Centro do Rio de Janeiro, na tarde de quarta-feira (17). Um vídeo registra o momento em que um agente do Segurança Presente a joga no chão dentro de um comércio na Rua São José, em frente ao Edifício Garagem. A mulher estava com duas crianças, que começaram a chorar ao ver a mãe imobilizada, enquanto ela pedia para ser solta e questionava se a agressão tinha relação com sua cor de pele.
“Isso é covardia com uma mulher. Eu estou trabalhando. Você me bateu e me jogou no chão. Eu não fiz nada, só estou trabalhando, não tem necessidade. Me solta, moço, eu tenho direito de andar na rua. É por que eu sou preta? Eu só quero trabalhar”, disse a vendedora durante a abordagem.
Populares tentaram intervir e proteger as crianças, enquanto a mulher implorava para ser liberada. Testemunhas afirmaram que a repressão ocorreu devido à venda de balas no local.
As imagens mostram o policial segurando a mulher pelas alças da mochila infantil que ela usava, como uma forma de mantê-la presa. Durante a confusão, os populares tentaram proteger as crianças, enquanto a vendedora ambulante pedia para ser liberada.
A Superintendência do Segurança Presente informou que abriu um processo administrativo para apurar a conduta dos agentes do Centro Presente envolvidos no incidente. As imagens das câmeras corporais dos agentes serão avaliadas na apuração.
“Se ao final do processo ficar comprovado que a abordagem foi realizada de forma equivocada, os policiais serão desligados do programa”, informou a superintendência.
O Segurança Presente destacou que todos os policiais são orientados a seguir os protocolos de abordagens de proximidade e de respeito aos Direitos Humanos, e que os policiais passam por cursos de capacitação periodicamente.
O ENFOCO entrou em contato com o Segurança Presente, mas até o fechamento da matéria não tivemos retorno.


