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Ex-BBB Prior tem pena aumentada em caso de estupro

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O ex-participante do Big Brother Brasil (BBB 20), Felipe Prior, de 32 anos, teve sua condenação pelo crime de estupro confirmada nesta terça-feira (10) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), por unanimidade, em segunda instância. Além disso, os desembargadores decidiram aumentar sua pena para oito anos de prisão em regime semiaberto, em vez dos seis inicialmente estabelecidos.

O julgamento ocorreu com a participação dos desembargadores Luiz Tolosa Neto, que foi o relator do caso, Ruy Alberto Leme Cavalheiro, o revisor, e Márcia Lourenço Monassi. Embora o processo esteja em segredo de justiça, informações sobre a decisão foram divulgadas pelo portal “G1”.

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Prior já havia sido condenado em primeira instância em julho do ano passado. A vítima denunciou ter sido estuprada pelo ex-BBB em 2014. De acordo com a Justiça, Prior usou força física ao segurá-la “pelos braços e pela cintura, além de puxar seus cabelos”. A vítima relatou que, apesar de ter afirmado que não desejava ter relações sexuais, ele continuou.

Na ocasião, a juíza argumentou que o prontuário médico da vítima confirmava a ocorrência do crime. O documento indicava laceração na área genital. Além disso, foram analisadas mensagens trocadas entre a vítima e o réu. Tanto ela quanto o réu e testemunhas de defesa e acusação prestaram depoimentos.

Relembre o caso

Themis (nome fictício da vítima) relatou que conheceu Prior durante o colégio e que o reencontrou durante o curso de arquitetura na Universidade Presbiteriana Mackenzie, no centro de São Paulo. Ela afirmou que não era amiga dele e que estudavam em turnos diferentes. Em 8 de agosto de 2014, ela contou que foi com uma amiga a uma festa na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP).

Ao final da festa, Themis encontrou Prior, que ofereceu uma carona. Segundo ela, a amiga foi deixada em casa primeiro. Depois, Prior teria parado o carro, desabotoado o cinto e começado a beijá-la.

“Ele começou a tirar minha roupa e, conforme a situação avançava, ele se tornava cada vez mais agressivo. Eu dizia ‘Felipe, eu não quero, não quero’, mas ele continuava insistindo, removendo minha roupa e iniciando a penetração”, relatou.

“Cada vez que eu dizia que não queria, ele ficava mais agressivo. Eu tentei resistir fisicamente, e ele puxou meu cabelo, me segurou pelos braços e pela cintura. Ele fez comentários ameaçadores, dizendo que eu estava me fazendo de difícil, que era claro que eu queria e que agora não era o momento para recusar, e então forçou”, finalizou a jovem.

Devido à violência, Themis sofreu uma laceração que provocou intenso sangramento. “Eu gritei de dor e o sangramento foi muito grande. Ele parou imediatamente e perguntou o que estava acontecendo. Eu estava assustada e apenas tentei estancar o sangue com minhas roupas. Ele então ofereceu levar-me ao hospital, mas eu recusei e pedi para ir para casa.”

“Parece que ele estava mais preocupado com o estado do carro do que comigo. Depois, foi para o porta-malas buscar panos para limpar o veículo. Eu cobri minha ferida com minhas roupas”, acrescentou.

Ao chegar em casa, Themis correu para o banheiro para tentar estancar o sangue, sem sucesso. Ela então chamou sua mãe e foram juntas ao hospital. No hospital, uma médica confirmou o ferimento como uma laceração de grau 1, compatível com fricção de pênis ou introdução de outro objeto na vagina, conforme registrado no prontuário médico.

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