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Febre Oropouche: o que é, sintomas e como tratar

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Doença é transmitida pelo Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora


|  Foto:
Flávio Caravlho/Fiocruz

Com três mortes sendo investigadas e 7.236 casos em 2024 no Brasil, a Febre Oropouche vêm preocupando a população e deixando o sinal de alerta ligado entre os estados. Nesta segunda-feira (22), foi registrada uma morte suspeita da doença. A vítima é uma mulher, de 21 anos, moradora de Camamu, na Bahia.

Ela foi internada com dores de cabeça, náuseas, vômito, diarreia, fraqueza, dores no músculos, cansaço, entre outros. Os sintomas evoluíram e a mulher ficou em estado grave, com sangramentos gengival, nasal e vaginal. Além disso, a paciente sofreu queda brusca de hemoglobina e plaquetas, e hipotensão. A jovem não resistiu e faleceu.

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De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, Amazonas é o estado com mais casos da doença no país, com 3.224 registros somente neste ano. Em seguida vem Roraima, com 1.709, e Bahia, com 830.

O que é a Febre Oropouche?

A doença é causada por um arbovírus (vírus transmiti do porartrópodes) do gênero Orthobunyavirus, da família Peribunyaviridae. Ela é transmitida pelo Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora.

O Orthobunyavirus oropoucheense (OROV) foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960, a partir de amostra de sangue de uma bicho-preguiça (Bradypus tridactylus) capturada durante a construção da rodovia Belém-Brasília. Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente nos estados da região amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).

A infectologista Raissa Perlingeiro explicou ao ENFOCO a forma de transmissão da doença e as precauções necessárias.

Como a doença é transmitida?

“A transmissão da doença ocorre pela picada de mosquito, geralmente do Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora”, afirmou a infectologista.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. Alguns tipos de mosquitos, como o Coquilletti diavenezuelensis e o Aedes serratus, também podem carregar o vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.

Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal. O mosquito Culex quinquefasciatus, comumente encontrado em ambientes urbanos, pode ocasionalmente transmitir o vírus também.

Quais são os sintomas?

“Os sintomas da Febre do Oropouche são semelhantes aos de outras arboviroses, como dengue e chikungunya, incluindo dor de cabeça, dor muscular, enjoo, diarreia, febre e dor articular”, falou a infectologista.

Neste sentido, é importante que profissionais da área de vigilância em saúde sejam capazes de diferenciar essas doenças por meio de aspectos clínicos, epidemiológicos e laboratoriais e orientar as ações de prevenção e controle.

Como posso me tratar?

“Não existe um tratamento específico. As orientações são de tratamento de acordo com os sintomas, hidratação, repouso e acompanhamento médico”, afirma Raíssa.

Como se prevenir?

Segundo a especialista, a melhor prevenção é evitar áreas com mosquitos, usar repelentes, manter a casa limpa e eliminar possíveis criadouros de mosquitos, como recipientes que acumulam água.

Se houver casos confirmados na sua região, siga as orientações das autoridades de saúde local para reduzir o risco de transmissão, como medidas específicas de controle de mosquitos.

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