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Metalúrgicos debatem retomada da indústria naval em reunião nacional em Niterói

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Dirigentes sindicais de diversos estados participaram, ao longo da manhã e da tarde desta quinta-feira (5), no Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, de uma reunião nacional presencial da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT). O encontro teve como foco a retomada da indústria naval brasileira, os investimentos em curso e os desafios para consolidar o setor como política permanente de desenvolvimento.

A atividade reuniu representantes dos principais polos de construção naval do país, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Espírito Santo e Amazonas, além de metalúrgicos do ABC paulista. Em pauta, o novo ciclo de investimentos impulsionado pelo governo federal, com contratos firmados entre Petrobras, Transpetro e estaleiros nacionais para a construção de embarcações, incluindo navios gaseiros.

Durante os debates, a CNM/CUT defendeu que a retomada do setor esteja acompanhada de organização sindical, garantia de direitos e participação efetiva dos trabalhadores nas decisões estratégicas. Também avançou a discussão sobre o fortalecimento da articulação nacional e a possibilidade de construção de um Contrato Coletivo Nacional para o segmento naval.

A deputada estadual Verônica Lima (PT), presidente da Frente Parlamentar de Acompanhamento da Instalação do Polo Gaslub de Itaboraí, da Alerj, destacou entraves que ainda dificultam a geração de empregos, como a burocracia e a demora no início de obras com editais já vencidos, a exemplo da Engevix.
“A gente precisa de celeridade no início dessas obras, porque é a nossa expectativa de gerar emprego e renda para o povo do Rio de Janeiro”, afirmou a parlamentar.

Deputada Verônica Lima e o presidente do Sindicato de Niterói e Itaboraí, Bitencourt / Foto: Matheus Oliveira Errejota Notícias

Verônica Lima também voltou a cobrar a aprovação de um Refis estadual voltado para a indústria naval e defendeu a preservação de ativos estratégicos, como o Estaleiro Inhaúma, para garantir a vocação industrial do setor no estado.

Outro ponto central do encontro foi o debate sobre formação profissional. O professor José Rodrigues de Farias Filho, diretor da Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF), alertou para os desafios na formação de engenheiros diante do novo ciclo de retomada da indústria naval, destacando a necessidade de planejamento, investimento em educação e integração entre universidades, setor produtivo e políticas públicas para atender à demanda futura do segmento.

Também foram discutidos temas como a retomada das obras do Complexo Boaventura (antigo Polo Gaslub), a dragagem do Canal de São Lourenço, em Niterói, e a participação do Governo do Estado na construção de soluções estruturantes. Representantes dos estados apresentaram projetos em andamento e novas propostas, que serão sistematizadas e encaminhadas ao governo federal, com o Ministério da Indústria e Comércio como interlocutor.

O presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira, ressaltou que a retomada do setor vai além da abertura de licitações e envolve a reestruturação dos estaleiros e o impacto social nas cidades. “Quando você retoma essa indústria, tem que pensar educação, saúde e mobilidade. É olhar o corpo todo”, afirmou.

Presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira e o coordenador Edson Rocha,/ Foto: Matheus Oliveira Errejota Notícias

Representando a base local, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí, Bitencourt, destacou que a principal demanda dos trabalhadores é o fim da instabilidade histórica do setor. Segundo ele, os investimentos precisam vir acompanhados de responsabilidade social, segurança jurídica e compromisso do empresariado com empregos duradouros.

A participação feminina também teve destaque no encontro. A metalúrgica Glauciele Avelar, da Nuclep e diretora da CUT-Rio, ressaltou a importância do intercâmbio entre trabalhadores de diferentes estados e reafirmou o compromisso do movimento sindical com a defesa do emprego, dos direitos e de melhores condições de trabalho.

Encerrando os debates, o coordenador do setor naval da CNM/CUT, Edson Rocha, lembrou que o atual processo de retomada nasceu da articulação dos próprios trabalhadores e defendeu a criação de uma legislação sólida para garantir a continuidade da indústria naval brasileira, independentemente de mudanças de governo.

A reunião serviu ainda como espaço de memória e reconhecimento, dando voz a antigos integrantes dos sindicatos que ajudaram a construir a história da luta metalúrgica no setor naval. O encontro também foi marcado por homenagens a dirigentes e militantes que contribuíram para a organização sindical e para a defesa dos direitos dos trabalhadores ao longo das últimas décadas.

Foto: Matheus Oliveira Errejota Notícias

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