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Ordem de ataque com fogo em ruas de Niterói partiu de traficantes

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A cidade de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, vivenciou ao menos duas manifestações que incluíram interdições de ruas e queima de objetos em diferentes bairros na noite de terça-feira (10).

Segundo a Polícia Militar, os protestos foram desencadeados pela prisão de um gerente do tráfico de drogas da comunidade do Serrão, localizada no Fonseca, Zona Norte da cidade.

Conforme a polícia, além do gerente, outros cinco indivíduos, também envolvidos no tráfico de drogas, foram presos. A PM não divulgou os nomes dos acusados.

Apesar de não ter o nome divulgado, segundo informações, o gerente do tráfico tem um extenso histórico criminal, com sete passagens por roubo, uma por tráfico de drogas, uma por corrupção de menores e uma por lesão corporal.

A facção criminosa que controla o Serrão tem mostrado sua influência audaciosa ao mobilizar parte da comunidade em resposta à ação policial.

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Áudios

Áudios vazados em grupos de WhatsApp revelaram que um homem, possivelmente ligado ao tráfico local, emitiu ordens para organizar os protestos como uma forma de dificultar o trabalho das forças policiais.

“Aí rapaziada, quem puder ajuda aí, os amigos estão cercados lá em cima na mata. Fecha as ruas Airosa Galvão, Avenida 22 de Novembro e Magnólia Brasil. Dá atenção aí rapaziada”, narra.

As ordens foram seguidas e resultaram em protestos em diferentes locais, incluindo a Rua Noronha Torrezão, entre Santa Rosa e Cubango, e a Avenida Marquês do Paraná, em frente ao supermercado Guanabara, no Centro.

Medo

A equipe do ENFOCO visitou esses locais na manhã desta quarta-feira (11). Embora a situação tenha voltado à normalidade, o clima de medo persiste. Muitos moradores e lojistas optaram por não comentar sobre os eventos devido ao receio de represálias.

A audácia de criminosos em mobilizar não apenas a comunidade local, mas também áreas distantes, como o Centro de Niterói, revela o poder significativo que o grupo exerce na cidade. O protesto no Centro, a mais de 3 km do Serrão, sublinha a abrangência da influência da facção criminosa.


Mapa dos Grupos Armados


|  Foto:
Reprodução / Fogo Cruzado

Dados recentes do Instituto Fogo Cruzado, em parceria com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI-UFF), indicam que a facção criminosa atuante em Niterói está presente em 94,1% das comunidades dominadas por grupos armados na cidade.

Entre 2022 e 2023, a referida facção foi o único grupo armado a expandir seu domínio em 8,4%, enquanto as milícias apresentaram uma redução de 19,3%. O levantamento não aponta áreas controladas por milícias em Niterói.

O que diz a PM

A Polícia Militar informou que policiais do 12° BPM (Niterói) foram acionados para uma manifestação de populares, na Rua Noronha Torrezão, em Santa Rosa. No local, os agentes encontraram somente galões e lixo na via pegando fogo. De imediato, a guarnição atuou para desobstruir a via. O policiamento foi reforçado na região.

Atuação no Serrão

A PM diz que agentes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 12º BPM, durante patrulhamento na comunidade do Serrão, se depararam com um grupo armado na Travessa Orleans.

Ao tentarem abordá-los, os homens dispararam contra a equipe, resultando em uma troca de tiros. A operação resultou na prisão de 6 acusados de tráfico, além da apreensão de três pistolas 9 mm, quatro rádios comunicadores, 33 gramas de haxixe, 105 pinos de cocaína, 120 pedras de crack e 236 tabletes de maconha.

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