De acordo com os peritos brasileiros, a niteroiense Juliana Marins, morreu 32h depois da primeira queda sofrida no vulcão Rinjani. A informação foi divulgada na tarde desta sexta-feira (11) durante a coletiva promovida pela família da jovem, para divulgar o resultado ofical da segunda autópsia, que desta vez foi realizada no Brasil.
A cronologia estimada é de que a primeira queda ocorreu no dia 20 de junho, por volta das 17h, no horário da Indonésia. Juliana caiu cerca de 220 metros até um paredão rochoso. O desfecho fatal aconteceu após a segunda queda, onde Juliana escorregou de costas por mais 60 metros. Com o impacto, ela sofreu lesões poliviscerais e politraumatismo, que provocaram uma hemorragia interna. Entre 10 e 15 minutos depois, por volta das 12h do dia 22, ela não resistiu e veio a óbito. O corpo ainda deslizaria mais até o ponto onde foi encontrado, a 650 metros de profundidade.
A primeira equipe de resgate foi acionada pelo parque 2h23 depois da queda de Juliana e a equipe saiu da base do parque 4 horas depois da queda. “Dezoito horas depois da queda, a equipe de resgate do Basarnas conseguiu descer 150 metros de rapel, mas Juliana estava em um Ponto mais abaixo na montanha”, explicou Mariana.
“Nem se juliana estivesse no mesmo local eles conseguiriam chegar até ela, porque eles só conseguiram chegar até 150 metros e ela estava a 220 metros.”
Mariana explicou que o último registro fotográfico de Juliana com vida foi feito às 6h59 da Indonésia, por drone, no dia 21 (17h59 do Brasil). Às 7h51 ela foi vista pela última vez por uma turista espanhola, antes dela voltar para o camping. Nesse momento, Juliana ainda conseguiu gritar com os turistas europeus, pedindo ajuda. A Defesa Civil local só chegou às 19h50, depois da última vez que Juliana foi vista.
Segundo o perito Reginaldo Franklin, da Polícia Civil, com o encontro de algumas larvas no couro cabeludo de Juliana foi possível estimar, com base na biologia do inseto, a hora da morte da jovem. “Meio-dia do dia 22 (horário da Indonésia) mais 15 minutos: morte de Juliana Marins. Ela permaneceu viva por cerca de 32 horas”, afirmou.
“Na metade do dia 22 (na Indonésia), em torno de 12 horas, a jovem Juliana já estava morta, segundo essa estimativa “, disse o legista Reginaldo Franklin. Nelson Massini, perito particular que também acompanhou a perícia, observou que na primeira queda Juliana já pode ter sofrido uma lesão na coxa.
“Foi uma morte agônica, hemorrágica, sofrida”, disse ele.
Durante a coletiva a família declarou que ainda não decidiu se vai tomar alguma nova providência sobre o caso.
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