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Traficante manda fechar igrejas católicas na Zona Norte do Rio

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As igrejas emitiram um comunicado nas redes sociais informando sobre o fechamento das unidades


|  Foto:
Divulgação/Rede social

O traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, mais conhecido como Peixão, chefe do Complexo de Israel, ordenou o fechamento e proibiu a realização de missas e eventos em igrejas católicas dos bairros Brás de Pina e Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio, neste sábado (6). São elas: Paróquia Santa Edwiges, Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São Justino, e Paróquia Santa Cecília.

As igrejas emitiram um comunicado nas redes sociais informando sobre o fechamento das unidades neste sábado, e que em breve retornará as atividades normalmente. No entendo, não foi revelado o motivo do fechamento.

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“Jesus, Maria, José, amados irmãos, um comunicado importante: As atividades paroquiais (missas, reuniões, secretaria, etc) estão suspensas até segunda ordem. Pedimos a colaboração e compreensão de todos os fiéis, e em breve atualizaremos sobre a retomada das atividades”, publicou a igreja de Parada de Lucas.

“Comunicamos que nosso Arraiá está suspenso neste fim de semana. Não teremos Santa Missa e atividades em nossa paróquia também. Igreja fechada. Em breve, retornaremos com mais informações”, escreveu a igreja Santa Edwiges.

Peixão, líder da facção Terceiro Comando Puro (TCP), é famoso por sua intolerância em relação aos praticantes de religiões de matriz africana. Ele frequentemente ordena a expulsão de moradores de suas áreas de influência simplesmente por praticarem sua religião, muitas vezes resultando na invasão e depredação de centros religiosos dedicados a essa devoção.

Contra o traficante, há 9 mandados de prisão em aberto, a maioria por tráfico de drogas, homicídio e ocultação de cadáver.

Em nota, a Polícia Civil informou que a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) investiga o caso. Já a Arquidiocese do Rio, mesmo com os comunicados do fechamento, informou que as igrejas permanecem abertas normalmente.

Procurada, a Polícia Militar não retornou o nosso contato até o momento da publicação desta reportagem.

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