
Em uma manobra classificada pela oposição como um golpe articulado pelo PL para tomar o controle dos poderes Legislativo e Executivo de forma indireta, Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quinta-feira (26). A eleição extraordinária, marcada por um forte boicote e questionamentos judiciais, garante ao partido não apenas o comando da Casa, mas também o cargo de governador em exercício do Estado.
A pressa na votação é o ponto central da denúncia de irregularidade. O PL convocou o pleito antes mesmo da retotalização de votos determinada pelo TSE após a cassação de Rodrigo Bacellar. Esse processo, agendado pelo TRE apenas para o dia 31, deve alterar a composição das bancadas da Alerj. Ao atropelar esse rito, a base aliada garantiu a eleição com a configuração atual, ignorando a nova correlação de forças que surgirá na próxima semana.
A tomada do Palácio Guanabara
Com as quedas de Cláudio Castro (renúncia) e Rodrigo Bacellar (cassação), a presidência da Alerj tornou-se o caminho direto para o governo estadual. Ruas assume o lugar de Ricardo Couto (presidente do TJRJ), consolidando o domínio do PL em uma sucessão sem voto popular. Dos 70 deputados, apenas 46 participaram da sessão; Douglas recebeu 45 votos sob gritos de “golpista” vindos das galerias e do plenário.
Ofensiva Judicial
Deputados de esquerda e opositores já acionaram a Justiça para anular o pleito. O argumento principal é que a eleição é ilegítima por ter sido realizada com uma composição da Alerj que já foi juridicamente invalidada. O deputado Chico Machado (PSD), que desistiu da candidatura em protesto, reforçou as críticas à falta de transparência e ao atropelo das normas democráticas para favorecer o grupo político de Ruas.
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