
O Brasil registrou uma redução de 4,5% no número de vítimas de feminicídio nos primeiros nove meses de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados foram divulgados em meio às ações nacionais de combate à violência contra as mulheres, entre elas a Operação Mulher Segura, que contabilizou 57.790 prisões em 141 dias de atuação.
A iniciativa integra a estratégia de enfrentamento à violência de gênero e está alinhada ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, lançado em fevereiro de 2026. O programa reúne forças de segurança para localizar suspeitos, cumprir mandados judiciais, prevenir novas agressões e ampliar a proteção às mulheres em situação de risco.
São Paulo lidera número de feminicídios
De acordo com o painel do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), a taxa estimada de feminicídios no Brasil em 2026 é de 0,67 vítima por 100 mil habitantes.
São Paulo concentra o maior número absoluto de registros, com 188 vítimas. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 98; Bahia, com 84; Paraná, com 72; e Rio de Janeiro, também com 72 vítimas.
Apesar da redução nacional, os números reforçam a necessidade de manter ações de prevenção, atendimento às vítimas e responsabilização dos agressores para evitar que ameaças e agressões evoluam para casos de feminicídio.
Operação Mulher Segura contabiliza quase 58 mil prisões
A primeira fase da Operação Mulher Segura começou em 19 de fevereiro de 2026. Em 1º de junho, a iniciativa foi reformulada e passou a funcionar como uma política permanente, com integração das polícias civis e militares de todos os estados e do Distrito Federal.
Coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a operação mobiliza forças estaduais e federais em ações de prevenção e repressão à violência contra as mulheres.
Segundo balanço divulgado na segunda-feira (19), foram realizadas 49.129 prisões em flagrante e 8.661 prisões por cumprimento de mandados judiciais, totalizando 57.790 detenções.
Entre os registros mais frequentes estão lesão corporal, com 16.644 ocorrências; ameaça, com 15.019; e descumprimento de medidas protetivas de urgência, com 4.949. Somadas, as três categorias correspondem a 36.612 registros.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, atribui os resultados à atuação conjunta das forças policiais e à ampliação da conscientização social sobre a violência contra as mulheres. Segundo ele, a cooperação entre o governo federal e os estados é fundamental para fortalecer o enfrentamento ao problema.
Mais de 228 mil mulheres receberam atendimento
Além das prisões, a Operação Mulher Segura atua diretamente na proteção de vítimas e na prevenção de novas agressões.
Desde o início da iniciativa, 228.194 mulheres foram atendidas. As equipes também realizaram 155.641 acompanhamentos de medidas protetivas de urgência e 50.239 visitas preventivas.
As atividades educativas presenciais alcançaram 669.945 pessoas, com orientações sobre prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres.
A mobilização envolveu 123.878 policiais e 44.906 viaturas, com ações distribuídas por 4.253 municípios brasileiros.
Na divisão regional das prisões, o Sul concentrou 36% dos registros, seguido pelo Centro-Oeste, com 26%; Sudeste, com 18%; Nordeste, com 15%; e Norte, com 4%. O Sudeste respondeu por 33% das vítimas atendidas.
Pacto nacional busca ampliar a proteção às mulheres
O Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio reúne os Três Poderes, governos estaduais e municipais, Ministério Público, Defensoria Pública e órgãos de segurança em uma estratégia conjunta de prevenção e proteção.
A proposta busca integrar instituições, ampliar o compartilhamento de informações e estabelecer responsabilidades para antecipar situações de risco e impedir novas agressões.
Entre os objetivos estão o fortalecimento das redes de atendimento, o aprimoramento dos dados sobre violência de gênero e a responsabilização dos autores dos crimes.
Lula promete priorizar combate à violência contra as mulheres
Durante uma caminhada de campanha em São Luís, no Maranhão, na terça-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende priorizar a proteção às mulheres em um eventual próximo mandato.
“É minha última campanha para presidente agora, e quero que esse mandato seja histórico. Vai ser um mandato de proteção às mulheres. Chega de violência contra as mulheres”, declarou diante de apoiadores.
A declaração ocorreu em meio à divulgação dos dados sobre feminicídio e às ações federais voltadas à prevenção da violência de gênero.
Apesar da queda registrada nos primeiros nove meses do ano, os indicadores mostram que o enfrentamento ao feminicídio continua sendo um desafio para as autoridades, exigindo políticas permanentes de prevenção, proteção às vítimas e combate à impunidade.
O post Com feminicídios em queda, operação do governo Lula já prendeu mais de 57 mil agressores apareceu primeiro em SOS Notícias RJ.
Fonte: https://sosnoticiasrj.com/2026/10/21/com-feminicidios-em-queda-operacao-do-governo-lula-ja-prendeu-mais-de-57-mil-agressores/. Data original da fonte: 21/10/2026 15:21 UTC. Capturado em: 21/10/2026 17:10 UTC.


