Condutor do veículo fugiu sem prestar socorro
O motociclista Max Ângelo Alves dos Santos, de 37 anos, foi atropelado na tarde do sábado (9), na Lagoa, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O motorista que conduzia um veículo preto responsável por fechar o entregador, fugiu do local sem prestar socorro.
Segundo Max, que conduzia uma motocicleta modelo GYD 2000 W125 vermelha, por volta das 14h, ele estava em Ipanema, na Rihappy, quando recebeu um pedido de entrega para a Rua Conde de Irajá, situada no Jardim Botânico. Em seguida, Max deu início a entrega seguiu em direção à Lagoa.
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‘’Eu entrei sentido Lagoa e segui em direção à (rua) Borges de Medeiros. Quando eu parei no sinal do clube do Flamengo ali, eu estava na faixa da esquerda porque o trajeto era mais rápido. Assim que o sinal abriu, eu continuei na faixa da esquerda, porque eu ia entrar na primeira esquerda para entrar no Jardim Botânico.’’
Conforme o motociclista, nesse momento, um veículo se aproximou e fez um movimento para fechá-lo.
‘’Em nenhum momento ele fez como se quisesse passar. Até porque eu estava na faixa da esquerda, mas eu estava mais para o meio da pista e como ele entrou na minha direita, ele poderia ter passado sem problema nenhum. E eu não percebi a aproximação desse carro porque em nenhum momento ele buzinou, nem nada parecido.’’, relatou.
Ainda segundo Max, o condutor encostou o veículo na lateral esquerda da moto. ‘’Eu fiquei tentando sair até o momento que eu senti uma leve jogada para a direita, foi quando ele foi ele meio que me empurrou, e aí eu caí. Eu só lembro de ter caído. E o carro não parou para prestar socorro.’’, completou.
Conforme relata a vítima, alguns civis que estavam no local e prestaram socorro, também tentaram identificar a placa do veículo, mas não conseguiram. Max reparou apenas que a cor do carro era preta. Após o incidente, o motorista saiu do local sem prestar socorros.
Max sofreu lesões no tornozelo, cotovelo, no joelho e na parte inferior da coxa. O Corpo de Bombeiros foi acionado e o entregador foi encaminhado ao Hospital Miguel Couto, onde passou por um exame de radiografia para identificar fraturas. Após os cuidados, Max foi encaminhado à 15° DP (Gávea) e em seguida, para o Instituto Médico Legal.
Caso de racismo
O entregador já havia sido envolvido num episódio de racismo. Em abril de 2023, Max Ângelo foi chicoteado pela ex-atleta Sandra Mathias Correia de Sá, em São Conrado, na Zona Sul do Rio.
Segundo o advogado de defesa criminal responsável por representar o entregador, Joab Gama, a vítima não cogita a possibilidade de que o atropelamento seja uma represália referente ao caso envolvendo a ex-jogadora de vôlei:
‘’Não chegamos a cogitar essa hipótese, mas estamos em busca das câmeras de segurança e em cima da delegacia para que seja investigado, apurado, e identificado o motorista, que diga-se de novo, fugiu sem prestar socorro.’’
Questionada, a Polícia Civil informou que diligências estão sendo tomadas para apurar os fatos e identificar o condutor do veículo.


