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Ex-secretário do STJ é investigado por suposto vazamento de decisões para amigo de Flávio Bolsonaro

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (19) a Operação Linceu para investigar o vazamento de informações e decisões sigilosas do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O principal investigado é Humberto Fontoura Pradera, ex-secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação da Corte, suspeito de repassar dados antecipados ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

A operação cumpriu mandado de busca e apreensão no Distrito Federal, autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Pradera ocupava um cargo de confiança e foi exonerado pelo presidente do STJ, ministro Luis Felipe Salomão.

Segundo as investigações, mensagens obtidas pela PF indicam que o ex-servidor teria antecipado minutas de decisões e acórdãos antes da assinatura ou do julgamento. Com essas informações, o escritório de advocacia poderia ajustar estratégias processuais, inclusive desistindo de recursos às vésperas de decisões desfavoráveis.

A apuração investiga suspeitas de violação de sigilo funcional, peculato eletrônico, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. O procedimento criminal corre sob sigilo.

Em nota, o STJ informou que abriu um procedimento administrativo interno e que colabora com as autoridades responsáveis pela investigação.

Willer Tomaz negou ter tido acesso irregular ou não autorizado a decisões judiciais. Segundo o advogado, o conhecimento antecipado de julgados seria uma funcionalidade interna do sistema da Corte. Ele classificou as acusações como “desinformação”.

Flávio Bolsonaro já reconheceu publicamente sua amizade com Tomaz. Até o momento, não havia manifestação da campanha do senador sobre a operação.

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A investigação ocorre em meio a outros casos em que o nome do advogado foi citado. Em 2017, Tomaz foi preso preventivamente no âmbito da Operação Patmos, mas teve a prisão revogada pelo STF meses depois. Ele nega irregularidades.

Viagem ao exterior

Willer Tomaz deixou o Brasil na semana passada com a esposa e os dois filhos, em uma viagem que, segundo ele, tem caráter familiar. O deslocamento chamou a atenção da Polícia Federal por ocorrer em meio a investigações que envolvem o advogado e o senador Flávio Bolsonaro (PL), sob suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A defesa afirma que não há impedimento legal para a viagem.

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Fonte: https://errejotanoticias.com.br/ex-secretario-do-stj-e-investigado-por-suposto-vazamento-de-decisoes-para-amigo-de-flavio-bolsonaro/. Data original da fonte: 19/10/2026 20:30 UTC. Capturado em: 19/10/2026 21:10 UTC.

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