Um novo estudo técnico da Coppe/UFRJ sobre a Linha 3 do Metrô aponta que o projeto poderá transformar a mobilidade de uma região que concentra cerca de 1,7 milhão de habitantes. A proposta prevê a ligação entre Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, beneficiando uma população que hoje depende majoritariamente do transporte rodoviário. Levantamentos realizados pelos pesquisadores identificaram ainda mais de 340 mil deslocamentos diários apenas entre Niterói e São Gonçalo, reforçando a demanda pelo sistema.
Apresentado dentro do projeto Prisma e financiado por emendas da bancada federal do Rio de Janeiro, o estudo traz detalhes atualizados sobre o traçado, a demanda de passageiros e os impactos na mobilidade urbana do Leste Fluminense. O levantamento prevê uma linha com aproximadamente 50 quilômetros de extensão e 29 estações distribuídas pelos quatro municípios.
De acordo com o projeto, a Linha 3 será totalmente subterrânea e contará com uma travessia sob a Baía de Guanabara. Os trens poderão atingir velocidade de até 80 km/h, operando com intervalos de apenas 90 segundos entre as composições.
O trajeto terá início na estação Carioca, no Centro do Rio, com integração às Linhas 1 e 2 do metrô e ao VLT. Na capital, também está prevista uma estação no Aeroporto Santos Dumont. Em Niterói, o ramal passaria por UFF, Praça do Rink, Icaraí, Santa Rosa, Noronha Torrezão e Alameda São Boaventura. O ramal seguiria para o Colégio Pedro II no Barreto, finalizando em outra estação no Barreto, na região da praça do bairro ou na antiga estação ferroviária.
São Gonçalo concentrará o maior trecho da linha, com estações previstas em Neves, Vila Lage, Paraíso I, UERJ (Paraíso II ?), Zé Garoto, Prefeitura de São Gonçalo, bairro Antonina, Alcântara, Vila Três, HCCOR, Vista Alegre e Marambaia. Em Itaboraí, o metrô atenderá as regiões de Apolo e Manilha (Trevo?), do Itaboraí Plaza, BR-101, Arena Rua 100, Centro de Itaboraí e Venda das Pedras.

Ganhos após mudanças no projeto original com parte elevada
Os ganhos de mobilidade são um dos principais destaques do estudo. A viagem entre Icaraí e o Aeroporto Santos Dumont poderá ser reduzida de cerca de 75 minutos para apenas 11 minutos. Já o percurso entre o Centro de São Gonçalo e a UFF passaria de 50 para 33 minutos, enquanto o trajeto entre Alcântara e o Centro de Niterói cairia de 55 para 37 minutos.
Segundo os pesquisadores, o novo traçado amplia significativamente a cobertura populacional e o acesso a escolas, universidades, hospitais e equipamentos públicos em comparação com projetos anteriores.
O estudo completo tem custo estimado em R$ 26 milhões e deverá ser concluído em meados do próximo ano. As próximas etapas incluem o detalhamento da demanda de passageiros, a definição dos custos totais da obra e a modelagem da futura licitação do empreendimento.

Correção. – A redação fez correções sobre os bairros exatos das futuras estações e seu nomes corretos -Como Vila Lage, citada como “Village”, no mapa do estudo. Uerj também é Paraíso e Barreto é Niterói. Apolo I e Apolo II ficam localizados dentro do distrito de Manilha, ou seja, pertencem a Itaboraí.
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