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Morre Oscar Schmidt, o “Mão Santa”, maior nome da história do basquete nacional

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O basquete brasileiro perdeu nesta sexta-feira (17) um de seus maiores ícones. Oscar Schmidt, conhecido como “Mão Santa”, morreu aos 68 anos, em Santana de Parnaíba (SP). Ele estava internado no Hospital Municipal Santa Ana após apresentar um mal-estar. Recentemente, o ex-atleta havia passado por uma cirurgia e não pôde comparecer à própria indução ao Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB), no início deste mês.

Considerado o maior jogador da história do basquete nacional, Oscar construiu uma trajetória marcada por recordes e atuações memoráveis. Ele é o maior cestinha da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, e protagonizou uma de suas performances mais emblemáticas em Seul-1988, quando marcou 55 pontos contra a Espanha.

Outro momento inesquecível foi nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando liderou a histórica vitória do Brasil sobre os Estados Unidos, anotando 46 pontos na final e conquistando a medalha de ouro.

Ao longo da carreira, acumulou impressionantes 49.973 pontos, sendo por muitos anos o maior pontuador da história do basquete mundial, marca posteriormente superada por LeBron James em 2024. Seu talento e legado foram reconhecidos internacionalmente com induções ao Hall da Fama da FIBA, em 2010, e ao Naismith Memorial Basketball Hall of Fame, em 2013, além da homenagem do COB em 2026.

Mesmo com propostas para atuar na NBA, Oscar optou por permanecer como amador durante grande parte da carreira para seguir defendendo a Seleção Brasileira, já que, à época, jogadores da liga americana não podiam disputar competições internacionais. No Brasil, brilhou por clubes como Palmeiras, Sírio, Corinthians e Flamengo, além de passagens de destaque por equipes da Itália e da Espanha.

Fora das quadras, enfrentou desde 2011 uma batalha contra um câncer no cérebro. Em 2022, chegou a anunciar que estava curado e interrompeu o tratamento por orientação médica. Oscar Schmidt também era irmão do apresentador Tadeu Schmidt e tio do campeão olímpico de vôlei de praia Bruno Schmidt.

A morte de Oscar encerra um capítulo fundamental da história do esporte brasileiro, deixando um legado de excelência, dedicação e paixão pelo basquete.

Notas de pesar e luto oficial

A morte de Oscar Schmidt também gerou uma série de manifestações oficiais de pesar em todo o país. No Rio de Janeiro, o presidente da Câmara Municipal, Carlo Caiado, decretou luto oficial de três dias e destacou o legado do ex-atleta como símbolo de disciplina, dedicação e paixão pelo esporte, ressaltando sua capacidade de inspirar gerações dentro e fora das quadras.

Em âmbito nacional, o Ministério do Esporte lamentou a perda e classificou Oscar como um dos maiores nomes da história do esporte mundial, lembrando seus recordes e sua relevância internacional. O Governo do Estado do Rio de Janeiro também manifestou solidariedade, reforçando a importância do “Mão Santa” para o basquete fluminense e brasileiro.

Entidades esportivas como a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) destacaram o impacto duradouro de sua trajetória, enquanto autoridades e instituições se uniram em apoio à família, amigos e fãs, diante da perda de um dos maiores ídolos do esporte nacional.

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