
No Dia Nacional da Economia Solidária, celebrado em 15 de dezembro, Niterói deu mais um passo importante no fortalecimento da economia solidária ao realizar a entrega dos cheques do 3º Edital de Fomento à Economia Solidária. A iniciativa beneficia coletivos produtivos, cooperativas e empreendimentos solidários do município, com um investimento de R$ 2 milhões, impactando diretamente mais de 150 pessoas.
Os recursos contemplam áreas como artesanato, pesca artesanal, costura, alimentação, reciclagem e agricultura urbana, ampliando oportunidades de geração de trabalho e renda de forma sustentável e inclusiva.
Com esta edição, o município alcança a marca de R$ 6 milhões investidos diretamente na economia solidária, consolidando a política pública como uma das principais estratégias de desenvolvimento social e econômico da cidade.
Novos investimentos e lei municipal da economia solidária
Durante a cerimônia, o prefeito Rodrigo Neves destacou o papel estratégico da economia solidária e anunciou novos avanços, incluindo o envio do projeto de lei que cria oficialmente a Lei da Economia Solidária de Niterói. Ele também anunciou que a Casa da Economia Solidária será desapropriada, passando a ser definitivamente um espaço público dedicado aos empreendimentos solidários.
“Vamos ampliar ainda mais esse apoio no próximo ano, com um edital maior e mais investimentos. A economia solidária é compromisso com justiça social, geração de renda e desenvolvimento coletivo”, afirmou o prefeito.
Fomento não reembolsável fortalece autonomia dos coletivos
Diferente do microcrédito tradicional, o modelo adotado em Niterói é de fomento a fundo não reembolsável, permitindo que os coletivos utilizem os recursos de acordo com suas próprias necessidades, como compra de equipamentos, formação profissional e formalização.
Segundo o secretário de Assistência Social e Economia Solidária, Elton Teixeira, a política pública é fruto de diálogo contínuo com a sociedade civil e da escuta ativa dos movimentos sociais.
“Transformamos a economia solidária em política pública estruturante. Criamos o marco regulatório, ampliamos feiras, implantamos a moeda social Arariboia — hoje o maior programa de economia solidária do país — e fortalecemos espaços de comercialização”, explicou.
Impacto direto nas comunidades e no desenvolvimento local
Entre os coletivos beneficiados está a Associação de Pescadores Amigos da Lagoa de Piratininga (APALAP), que utiliza os recursos para estruturar o turismo de base comunitária como complemento à pesca artesanal.
“O fomento ajudou a garantir renda aos pescadores mesmo quando a pesca não é possível. Agora, vamos melhorar os barcos e ampliar o turismo sustentável na lagoa”, afirmou Luiz Mendonça, presidente da associação.
Atualmente, a economia solidária em Niterói conta com mais de 3 mil empreendimentos cadastrados, um crescimento expressivo em relação ao período pré-pandemia. Somente neste ano, as feiras movimentaram mais de R$ 2 milhões em vendas, fortalecendo a economia local e reduzindo desigualdades sociais.
Referência nacional em economia solidária
Para representantes do Fórum Municipal de Economia Solidária, o modelo adotado em Niterói já é referência no Brasil e no exterior, unindo produtores locais, universidades, incubadoras e poder público em uma ampla rede de cooperação.
“A economia solidária não é um nicho, é um motor de desenvolvimento sustentável que transforma vidas”, destacou a artesã e ativista Maria Jurgleide de Castro Oliveira (Jujuca).
O evento contou ainda com a presença de autoridades municipais, estaduais e representantes de diversos coletivos, reforçando o compromisso da cidade com políticas públicas voltadas à inclusão produtiva, justiça social e fortalecimento da economia local.
O post Niterói investe R$ 2 milhões em economia solidária e fortalece mais de 150 trabalhadores apareceu primeiro em SOS Notícias RJ.


