O enterro do pedreiro Edivan Felipe de Assis, de 46 anos, foi marcado por protestos e pedidos de justiça nesta sexta-feira (29), em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Moradores do Jardim Catarina levaram réguas de obra, cartazes e bolas brancas ao Cemitério São Miguel para denunciar o que classificam como uma execução cometida por policiais militares.
Edivan e o também pedreiro Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, morreram na quarta-feira (27) após serem atingidos por dezenas de tiros enquanto seguiam de moto para o trabalho, na Avenida Doutor Albino Imparato. Segundo moradores e familiares, os dois teriam sido confundidos com criminosos porque carregavam uma régua de alumínio usada em obras.
Durante o cortejo, cartazes com frases como “Régua não é fuzil” e “Trabalhador não é bandido” foram exibidos pelos moradores. Amigos e parentes relataram revolta e medo após o caso.
A família contou que Edivan trabalhava como pedreiro e também administrava um bar com a esposa. Ele deixa uma filha de 14 anos e um neto de três meses.
Lideranças comunitárias afirmaram que trabalhadores da região agora têm receio até de sair de casa com ferramentas de trabalho. Um dos moradores mostrou a régua usada em obras e questionou como o objeto poderia ter sido confundido com um fuzil.
A Polícia Militar informou que abriu procedimento para apurar a ação dos agentes do 7º BPM (São Gonçalo). As armas dos policiais foram apreendidas e as imagens das câmeras corporais já foram solicitadas pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que investiga o caso.
*Informações O Dia
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